domingo, 8 de março de 2015

Podemos aprender algo com a parapsicologia?


Robert G. Jahn é um respeitado nome em ciências aeroespaciais, com uma brilhante carreira na Universidade Princeton, onde se aposentou como professor emérito. No entanto, é também um nome fortemente associado a pesquisas sobre o paranormal. Entre 1979 e 2007 ele liderou o Princeton Engineering Anomalies Research Lab (PEAR), um laboratório dedicado à investigação de supostos fenômenos de interação entre a mente humana e matéria (algo conhecido por alguns como telecinésia). O link de acesso às atividades do PEAR ainda está disponível no site da Universidade Princeton. Outras instituições de renome no mundo acadêmico, como as universidades Stanford, Harvard, Duke e Cornell, já contaram com programas de pesquisa sobre o paranormal, geralmente dependendo, em termos financeiros, de doações de empresas e pessoas, mas eventualmente despertando interesse de militares. No entanto, nesta postagem quero focar nas atividades de Jahn. Os motivos são expostos a seguir.

Em parceria principalmente com a psicóloga Brenda Dunne, Jahn estudou com maior ênfase supostas anomalias emergentes de interações entre humanos e máquinas. A ideia é simples. Máquinas que geram sequências aleatórias de saídas (outputs) são colocadas diante de pessoas, as quais, por sua vez, devem tentar alterar os valores médios dessas saídas a partir da simples vontade, sem a interferência de fatores físicos conhecidos. 

Neste artigo publicado em 1986 no tradicional periódico Foundations of Physics, Jahn e Dunne apresentam alegadas evidências empíricas de que a consciência humana, por ação de simples vontade, é capaz de exercer influência sobre máquinas que geram sequências aleatórias de saídas. E, além disso, propõem um modelo quântico para explicar os resultados empíricos apresentados. A consciência é representada por uma função-de-onda que satisfaz a equação de Schrödinger. E o ambiente com o qual a consciência interage é representado por uma função de potencial acoplada à equação de Schrödinger. 

No entanto, a maioria esmagadora das publicações que relatam os resultados obtidos no PEAR foi veiculada em relatórios internos e no periódico Journal of Scientific Exploration, uma publicação de repercussão incipiente da qual o próprio Jahn é um dos editores responsáveis.

O encerramento das atividades do PEAR em 2007 foi tema de matéria publicada em The New York Times, a qual destaca a polêmica e o embaraço que tal laboratório provocou entre administradores de Princeton e até entre ganhadores do Prêmio Nobel. No livro Nonsense on Stilts, publicado pela University of Chicago Press, o autor Massimo Pigliucci descreve o trabalho de dois grupos independentes de pesquisadores alemães que não conseguiram reproduzir os experimentos relatados por Jahn e Dunne. As críticas sobre os experimentos são muitas, incluindo a falta de informações cruciais de controle sobre o que efetivamente estava sendo medido. Mas as críticas mais relevantes de Pigliucci se resumem a duas: 1) a extrema dificuldade para construir máquinas que gerem sequências genuinamente aleatórias de saídas e 2) o fato de que significância estatística não é uma boa medida para avaliar a importância ou a autenticidade de um fenômeno, seja paranormal ou não. 

Pigliucci motiva seu livro com fatos perturbadores: menos de 40% dos norte-americanos acredita na teoria da evolução de Darwin; um número crescente de pais daquele país se recusa a vacinar os filhos, temendo que vacinas provoquem autismo; e cerca de 40% da população dos EUA considera que a ameaça do aquecimento global por intervenção humana é colocada de forma exagerada. E a questão que persiste para Pigliucci e muitos cientistas é a seguinte: por que as pessoas insistem na crença em fantasias, apesar do senso comum de vivermos na era da informação?

Mesmo neste blog, que é uma iniciativa muito modesta em termos de divulgação científica, já pude perceber que atenção popular significativa se conquista em torno de discussões sem rumo, com pessoas que defendem ideias muito mal qualificadas

É claro que discussões científicas ou filosóficas de alto nível demandam uma dedicação com a qual a maioria das pessoas não está acostumada. E a tal da "era da informação" não tem conseguido mudar hábitos populares carregados desde os tempos em que informação e conhecimento eram bens acessíveis para poucos. Ou seja, pelo menos por enquanto, não é a disponibilidade de informação que consegue estimular pessoas para conhecer o mundo em que vivem. 

No entanto, há um aspecto nas ideias de Jahn e Dunne que desperta atenção. No citado artigo de 1986, os autores defendem uma tese que me parece muito interessante. Segundo eles, realidade é o produto de um diálogo entre consciência e o ambiente na qual ela se insere

A alegada formulação quântica para qualificar esse discurso sobre um diálogo entre consciência e ambiente, para construir a realidade, não convence. No entanto, a visão intuitiva parece inspiradora, pelo menos do meu ponto de vista. Justifico.

Jahn e Dunne sugerem, no artigo em questão, que realidade e ambiente são conceitos distintos. Tanto do ponto de vista filosófico quanto social, essa ideia pode ajudar a compreender muita coisa. Mas, neste momento, estou mais interessado no aspecto social. 

Jahn e Dune vivem no mesmo ambiente que abrigou e abriga grandes expoentes da física, da matemática, da engenharia e da filosofia, a saber, Princeton. No entanto, vivem em uma realidade diferente, paralela, na qual se isolam da realidade que efetivamente transforma o mundo, o ambiente em que todos vivemos. 

Recentemente um aluno me disse que o Brasil faz parte do mundo. E então perguntei para ele: qual país sentiria falta do Brasil se nossa nação sumisse do mapa? Este aluno apenas sorriu, embaraçado. 

Pessoas eventualmente conseguem compartilhar o mesmo ambiente onde vivem. Mas essas pessoas necessariamente compartilham a mesma realidade, do ponto de vista social? Jahn e Dunne ironicamente vivem uma realidade paralela à ciência e à filosofia, apesar de ser compartilhada por uma significativa massa de pessoas que alimentam a fantasia de que o ser humano pode modificar a realidade que o cerca a partir apenas da vontade. Daí o sucesso de filmes como O Segredo, Quem Somos Nós? e O Ponto de Mutação

Bem, ao assumirmos uma realidade, no sentido de percepções sobre o ambiente em que vivemos, conseguimos mudá-la? Dificilmente. É muito difícil mudar qualquer realidade quando nos submetemos a ela, seja científica, filosófica ou até religiosa. Mas, se assumirmos uma realidade, no mesmo sentido de percepções sobre o ambiente em que vivemos, podemos mudar o ambiente? 

A ciência que usualmente se pratica em Princeton, Stanford, Cornell e outros grandes centros de pesquisa, tem modificado drasticamente o ambiente em que muita gente vive. Não é necessário ser um cientista ou sequer um pesquisador para ser beneficiado pelas tecnologias e inovações resultantes da pesquisa promovida e desenvolvida pelos grandes centros científicos e tecnológicos. 

Épocas e regiões diferentes contam com agentes sociais diferentes para modificar ambientes. Houve o tempo em que o cristianismo foi uma força poderosa de transformação social, modificando o ambiente em que europeus viveram, principalmente na Idade Média. Hoje o cristianismo não conta com a mesma força de transformação. Isso porque a ciência e a filosofia evidenciaram realidades diferentes daquelas definidas pelo cristianismo e outras ideologias, mudando ambientes de formas jamais sonhadas, seja para o bem ou para o mal. 

O fato de Princeton ter aberto espaço para pesquisas sobre fenômenos usualmente entendidos como paranormais é louvável. Esta é a postura de uma instituição que não está presa a uma única realidade. Se Jahn e Dunne fracassaram ao longo de décadas de investigação, isso pode ser consequência de incompetência de ambos ou simplesmente do fato de que a vontade humana (sem ações físicas) não seja capaz de modificar o ambiente no qual a consciência humana se insere. 

Li dezenas de páginas escritas por Jahn e Dunne. Encontrei uma única afirmação que inspirou reflexão. Mas é uma afirmação que está intimamente conectada não apenas com a proposta pseudocientífica de Jahn e Dunnes, porém com aspectos sociais da mais alta importância.

A atividade científica tem modificado ambientes sim. Mas não está sendo bem sucedida na modificação de realidades. Ainda persistem os discursos fanáticos, que não permitem espaço para reflexão séria. Ainda vemos exemplos abundantes de pessoas que defendem posturas irracionais e preconceituosas, usando como ferramentas inúmeras inovações resultantes da ciência e da tecnologia. Isso se percebe em pessoas que defendem a astrologia, a homeopatia, o design inteligente, o criacionismo, o partidarismo e outras ideias malucas, usando computadores e a internet, benefícios esses resultantes de muito trabalho e muito senso crítico. 

Ciência e filosofia são atividades sociais, como venho insistindo há muito tempo. E, enquanto atividades sociais, dependem do apoio de muita gente que não está comprometida nem com ciência e nem com filosofia. Este apoio ocorre na forma de impostos pagos por todo e qualquer cidadão. Se a ciência e a filosofia não se empenharem na mudança de realidades, limitando-se apenas a mudanças de ambientes, existe o risco muito grande de perderem o status social de agentes de transformação significativa. 

Pessoas não vivem apenas em ambientes, mas principalmente em realidades. Já foi possível perceber que Jahn e Dunne são irredutíveis em suas crenças. Eles acreditam veementemente que o desempenho de máquinas pode depender da simples vontade de uma pessoa. E são pesquisadores que contam com a reputação social de Princeton para suportar suas ideias. Ou seja, temos aqui um bizarro choque entre realidades. É algo como o cenário da série de televisão Arquivo X, no qual existem constantes conflitos entre as duas personagens principais, justamente porque elas vivem em realidades radicalmente opostas. Para fins dramáticos, tal cenário é perfeito. Na prática, é apenas um doloroso drama. 

É neste momento que deve entrar a educação. Cabe ao processo educacional a abertura para múltiplas realidades. Princeton não é apenas uma instituição de pesquisa, mas também de ensino. Logo, a abertura de Princeton para permitir a existência de um laboratório dedicado ao paranormal é uma atitude condizente com educação de alto nível, justamente por conta da reputação científica daquela instituição. Mas é fundamental que os criadores de um laboratório como o PEAR - bem como iniciativas similares que vão em desencontro à realidade acadêmica mundial - percebam a gigantesca responsabilidade que estão assumindo. Jahn e Dunne criticam trabalhos incompetentes e fraudulentos sobre o paranormal. Mas eles mesmos não foram felizes na abordagem adotada. Jahn, principalmente, aproveitou a inércia de uma carreira acadêmica brilhante e convencional para apenas impor ideias que até hoje não convencem. Não é uma posição importante em uma das mais prestigiadas instituições de ensino superior do mundo, acompanhada de uma ou duas publicações em periódicos importantes, que mudará a realidade do que hoje se entende por ciência. Assim como a ciência não transformou o mundo da noite para o dia, as ideias realmente novas exigem muito mais do que discursos subversivos. Sem resultados que reflitam em mudanças significativas no ambiente em que vivemos, não há a mais remota chance de mudança da realidade que admitimos existir. 

23 comentários:

  1. Prof. Adonai,
    Por que "O ponto de mutação" não seria um bom filme sobre ciência, mesmo que para leigos?

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    1. Anônimo

      Não creio que eu tenha dito isso. No entanto, é importante tomar muito cuidado com este filme. Não é apenas uma obra de divulgação científica, mas também um filme com caráter ficcional (uma vez que conta com personagens fictícios). Além disso, há informações exploradas com pouco cuidado. Por exemplo, existe um momento no filme em que se diz que a física newtoniana se ocupa somente de conceitos visíveis. Isso é falso. Na física newtoniana há o conceito de força, o qual tem um conhecido apelo metafísico (de acordo com Hertz, Helmholtz e outros). Não é possível ver forças. Além disso, me preocupa a imagem que o filme passa de que um pensador é um indivíduo que opina sem saber muito bem sobre o que está falando.

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  2. Prof. Adonai,
    Por que "O ponto de mutação" não seria um bom filme sobre ciência, mesmo que para leigos?

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  3. Caro Adonai,

    algumas observações:

    a) "No entanto, a maioria esmagadora das publicações que relatam os resultados obtidos no PEAR foi veiculada em relatórios internos e no periódico Journal of Scientific Exploration, uma publicação de repercussão incipiente da qual o próprio Jahn é um dos editores responsáveis."

    Correto, mas é bom dizer que houve uma meta-análise publicada no Psychological Bulletin, mais informações abaixo.

    b) "No livro Nonsense on Stilts, publicado pela University of Chicago Press, o autor Massimo Pigliucci descreve o trabalho de dois grupos independentes de pesquisadores alemães que não conseguiram reproduzir os experimentos relatados por Jahn e Dunne."

    Em 2003, Stanley Jeffres, um cético, e bastante crítico dos resultados obtidos no PEAR, conseguiu reproduzir os resultados de micro-pk: "We found a significant effect of intentionality on random physical phenomena in a patient with left frontal damage that was directed contralateral to his lesion. Moreover, the effect was replicated". O artigo se encontra disponível aqui: http://www.scientificexploration.org/journal/jse_17_4_freedman.pdf

    Em 2006, foi publicada uma meta-análise dos estudos no Psychological Bulletin, um prestigioso jornal acadêmico: http://www.deanradin.com/evidence/Bosch2006RNGMetaFull.pdf
    O resultado da meta-análise foi altamente favorável à existência de micro-pk, com a aceitação de grande qualidade metodológica, mas os autores buscaram explicar os resultados por meio de viés de publicação. Isso gerou um comentário e uma réplica (ambos já constam no documento disponibilizado no link acima). Além disso dois artigos apontaram falhas em tal conjectura, ambos no Journal of Scientific Exploration:

    a) http://www.deanradin.com/evidence/Radin2006RNG.pdf (2006)

    b) http://www.psy.unipd.it/~tressold/cmssimple/uploads/includes/MetaPKKugel011.pdf (2011, esse um pesquisador alemão)

    Em 2013 houve mais uma replicação confirmando a micro-pk, publicada na revista NeuroQuantology:

    c) A Replication of the Slight Effect of Human Thought on a Pseudorandom Number Generator, resumo disponível aqui:

    http://www.neuroquantology.com/index.php/journal/article/view/670

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    1. Enfant

      Quando escrevi esta postagem eu tinha a convicção de que você faria observações pertinentes. Agradeço pela excelente complementação.

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  4. Professor Adonai,

    o senhor diz: "Se a ciência e a filosofia não se empenharem na mudança de realidades, limitando-se apenas a mudanças de ambientes, existe o risco muito grande de perderem o status social de agentes de transformação significativa.".

    Conhecemos bem os impactos que a ciência produz na sociedade, claramente ao menos na forma de tecnologia. Mas e a filosofia? Como a filosofia produz efeitos na sociedade, se é que os produz? Pode dar exemplos do passado e do presente, em especial? É fácil reconhecer no passado casos de impacto social de filósofos, pois eles não eram só filósofos, como Descartes e Hobbes (para ficar em dois modernos), mas e hoje em dia, com a profissionalização e a especialização da filosofia - que, para alguns, como Richard Rorty, estimulam também um isolamento da filosofia diante de outras áreas da cultura?

    Pode, por favor, escrever um post sobre isso?

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    1. Minha pergunta está intimamente ligada à outra: o que a filosofia pode fazer por nós? Quero dizer, não é incomum nos depararmos com a desconfiança de inutilidade da filosofia.

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    2. Ítalo

      Excelente recomendação. Já tenho em mente algumas ideias. Talvez eu escreva uma postagem em parceria com um filósofo.

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    3. Eu pensava que era óbvio o impacto social da filosofia em nossas vidas. Nosso sistema de governo, por exemplo, foi desenhado por filósofos, não? O exercício do direito também está permeado de posições filosóficas. As principais discussões da sociedade atual são fundamentalmente filosóficas, apesar da aparência de serem mera questão de opinião. Pra mim, duvidar da utilidade da filosofia soa tão absurdo quanto duvidar da utilidade da física ou da matemática. Sem ofensa. É só algo que pra mim parece claro, apesar de poder estar enganado.

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    6. Leonardo

      Uma postagem sobre o tema será escrita em breve.

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  5. Várias realidades, vários “mundos”. Questão de perspectiva. Claro! Vale sobremaneira na questão de aceitar o outro como é... (apesar dos pesares). Aceitar a vida como ela é! Talvez não exatamente o amor fati nietzschiano, mas o acceptio fati... Isso me abriu a mente. Sinto-me na obrigação de agradecer o prof. Adonai por esta postagem.

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  6. Dizer que Deus existe ou que Deus não existe, em meu entender significa a mesma coisa, pois não pode ser comprovado! Sabemos pouco sobre a consciência e até onde ela pode evoluir, se é que pode. Creio que a parapsicologia ou a transformação da realidade pela consciência se enquadra neste contexto. No atual estágio de desenvolvimento do ser humano, penso que não podemos afirmar que sim nem que não! Cabe ainda muito estudo e experimentação. Sabemos muito pouco sobre estas questões. João Luiz Faria

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    1. João Luiz

      Concordo totalmente contigo. No entanto, preciso fazer uma observação. No meu tempo de adolescência, a Guerra Fria estava em seu auge. E, com ela, chegavam ao ocidente muitas notícias bombásticas sobre pesquisas parapsicológicas na antiga União Soviética. Lembro de Boris Ermolaev e Tofik Dadashev, supostamente pessoas com poderosos dons paranormais. Ermolaev era capaz de levitar objetos com o poder de sua vontade, segundo múltiplas reportagens que li na época. Dadashev teria ajudado a KGB a encontrar espiões. Hoje, os alegados dons paranormais são bem menos espetaculares. Fala-se de manifestações muito mais sutis do que aquelas divulgadas pela propaganda comunista. Isso tudo reforça a tese de que o paranormal está muito mais associado a sonhos e pesadelos do que realidade. Mas, claro, não prova.

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    2. Impostores existem em qualquer área. Na ciência institucional existem inúmeros exemplos mundo afora e muitos mundo adentro. Não faço refer6encia a esses casos. prefiro pensar racionalmente se existe a possibilidade ou não. Já vivenciei e presenciei pessoas com dons fora do comum. E sabemos que eles existem, pois são reais. Como não entendemos, ficamos desconfiados. Eu penso que não sabemos tudo, portanto, existem muitas coisas que não sabemos. Onde elas se encontram? Aparecem do nada? Uma ideia, um pensamento e a nossa mente são coisas (desculpem o coisa, mas no momento não encontro algo melhor) energéticas. Que tipo de energia e como ela se propaga, pouco sabemos! Penso que no momento que começarmos a prender algo sobre isto, muita coisa se modificará em nossa visão de realidade.
      Citarei um exemplo: creio que a maioria aceita que temos uma quarta dimensão. Agora como ela se manifesta em nossa vida? Como conseguimos intimidade com ela? Como ela afeta nossas vidas? E muito mais questionamento possíveis. Como saber disto?

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  7. Caro Adonai,

    Boris Ermolaev foi pego em fraude por uma equipe de televisão:

    "on a recent World of Discovery documentary titled "Secrets of the Russian Psychics" (1992), Ermolaev’s method was finally revealed. He would sit on a chair and then place the objects to be suspended between his knees; unfortunately for him, the lighting conditions when the documentary crew was filming were not those he was probably accustomed to. That’s how the tv people were able to spot a fine thread fixed between his knees, and from which he suspended the objects; the whole unmasking procedure was filmed and shown during the documentary"

    Sobre Tofik Dadashev não tenho informações de fraude, mas desconheço estudos controlados publicados.

    Porém, estudos controlados com psíquicos/médiuns foram feitos com resultados bem impressionantes. Dois exemplos com a médium Eileen J. Garrett:

    a) http://obraspsicografadas.org/2014/crimes-e-desaparecimentos-resolvidos-com-a-ajuda-de-mdiuns-ou-psquicos-parte-8/

    b) http://obraspsicografadas.org/2014/um-experimento-de-psicometria-espontneo-com-a-sra-eileen-garrett-1968-por-lawrence-leshan/

    Um terceiro exemplo, bem mais atual, foi com a psíquica Lina R. Johansson

    c) http://obraspsicografadas.org/2012/um-experimento-de-clarividncia-de-resposta-livre-com-uma-psquica-talentosa-2011/

    As referências originais são citadas ao fim de cada artigo.

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  8. Adonai

    Tenho uma dúvida relacionada a esta postagem e aquela outra, sobre o encontro de grandes mentes para discutir sobre religião (aquela sobre o evento o qual o CNPq resiste lamentavelmente em apoiar).

    Aqui vc fala do criacionismo como sendo um dos tipos de ideias malucas.

    Entretanto, ao assumir esta postura, isto não acaba indo de encontro com a defesa da importância da religião como um ramo do conhecimento????

    Pergunto isso porque as religiões assumem a existência do divino para manterem sua consistência interna enquanto ramificações filosóficas e dogmáticas. E, se há o elemento divino, também deve haver o criacionismo visto que a origem de tudo estaria ligada a alguma vontade divina.

    A menos que exista alguma religião que defenda que os supostos seres divinos (ou o ser divino, se monoteísta) também sejam fruto de processos naturais. No entanto, desconheço religião que defenda isto.

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    1. Leandro

      O estudo sobre religiões, bem como as relações entre religião e outras manifestações culturais, é fundamental. A crença pessoal no criacionismo como explicação sensata para o surgimento do mundo e da vida na Terra é simples maluquice. Religião é uma manifestação social profunda demais para ser tratada de maneira tão superficial.

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    2. Então o estudo sério a ser feito sobre religiões seria acerca de seus impactos sociais e as ideias delas que podem se encaixar no entendimento humano de como as sociedades humanas evoluem e não a análise dos dogmas em termos estritamente racionais, ou seja, o dogma pelo dogma, é isso????

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    3. Leandro

      O estudo sério de religiões demanda múltiplos pontos de vista: social, histórico, psicológico, biológico e até (claro) espiritual. Um periódico muito bom que aborda alguns aspectos sobre a Bíblia está no link abaixo. Já li muitos artigos desta revista.

      http://www.biblicalarchaeology.org/magazine/

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  9. Este artigo cita algumas das contribuições da Parapsicologia ao conhecimento:

    http://www.pflyceum.org/63.html

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