quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Matemáticos no Cinema



Eric Temple Bell, em seu famoso livro Men of Mathematics, explora a vida e a obra de quarenta e um matemáticos, de Zenão a Cantor, ao longo de dois mil anos de história. Entre eles há os religiosos e os ateus, os místicos e os agnósticos, os politicamente conscientes e os alienados, celibatos, pervertidos e casados, doentes e saudáveis, felizes e miseráveis, sociáveis e isolados, ricos e pobres. Acrescento ainda que há também asiáticos e europeus, heterossexuais e homossexuais, conservadores e liberais, homens e mulheres, jovens e idosos. 


Ou seja, não parece existir um perfil pessoal, racial, religioso, sexual, político, filosófico, social ou econômico que defina matemáticos. Matemáticos, por mais surpreendente que possa parecer para alguns, são seres humanos. E a diversidade humana é muito grande. O que define matemáticos é sua forma de pensar a matemática e/ou aplicações desta ciência formal. Eventualmente o pensar matemático pode se transportar para outras atividades do cotidiano que podem causar estranheza aos olhos de leigos. Mas isso não os torna aberrações da natureza. Assim como advogados têm uma maneira própria de ver o mundo, o mesmo ocorre com médicos, artistas e matemáticos, entre outras profissões. 


No entanto, ainda persiste uma imagem caricata sobre matemáticos em certos segmentos sociais. Discuto brevemente aqui um desses segmentos: o cinema.


Não sou cinéfilo, mas sempre senti forte atração por cinema. Daí o tema desta postagem. Não sigo adiante qualquer critério específico para a escolha da ordem dos exemplos da sétima arte. Apenas discuto sobre alguns filmes que conheço.


Em Straw Dogs (Sob o Domínio do Medo), do sanguinário diretor Sam Peckinpah, Dustin Hoffman faz o papel principal, o de um matemático. Este profissional acadêmico é retratado como um indivíduo ingênuo, desprovido de empatia, alienado, indigno de respeito, egocêntrico, covarde, incapaz de lidar com situações do cotidiano e desatento o bastante com a esposa a ponto de criar condições para que ela seja humilhada e estuprada por dois homens que trabalhavam para ele. Mesmo quando o matemático resolve reagir diante das constantes pressões que sofre, nada faz além de besteiras. A cena de estupro é tão revoltante e agressiva que motivou a censura inglesa a proibir a exibição do filme naquele país. 


Admiro muito a filmografia de Peckinpah e entendo que há plena liberdade para a definição de personagens em filmes. Também compreendo que Peckinpah, enquanto diretor, não tinha obrigação alguma de transformar seus filmes em documentários dramatizados com fins educacionais. No entanto, a imagem da personagem de Hoffman certamente contribui para uma visão caricata sobre matemáticos. Principalmente se levarmos em conta a forte influência dos filmes deste diretor ao longo de gerações.


Já no filme A Beautiful Mind (Mente Brilhante), do pouco inspirado ator e diretor Ron Howard, o talentoso ator Russell Crowe faz o papel do matemático John Forbes Nash, Jr., ganhador na vida real do Nobel em Economia. Aqui Nash é retratado como um gênio com dificuldades de entrosamento social e que sofre os horrores de uma grave e incurável doença mental conhecida como esquizofrenia paranóica. Ou seja, nesta película a visão estereotipada do matemático extrapola a de Peckinpah, atingindo um quadro claramente clínico. 


Outro exemplo interessante é o filme 21 (Quebrando a Banca), de Robert Luketic, no qual o brilhante ator Kevin Spacey interpreta um matemático do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) (novamente um filme baseado em caso real) que usa a ciência tão bem dominada por ele com o propósito de ganhar dinheiro em jogos de azar na decadente cidade de Las Vegas. Do ponto de vista do tema desta postagem, o primeiro pecado do filme é o retrato de que matemáticos são criaturas habilidosas com números. Levando em conta que habilidades com números não qualificam pessoa alguma a se tornar um matemático, essa abordagem também contribui para uma visão distorcida sobre tais profissionais da ciência. Além disso, o filme de Luketic passa a mensagem de que gênios da matemática são cegamente confiantes em si e que formam uma espécie de clube exclusivo, do qual pessoas menos inteligentes não podem participar. Isso, em parte, justificaria algo como uma reação dos gênios contra uma sociedade que os percebe com estranheza e até desprezo. 


No filme Cube (O Cubo), de Vincenzo Natali, a personagem da incompetente atriz Nicole de Boer, é uma estudante de matemática. Novamente se trata de alguém com suposta habilidade para lidar com números. A premissa da produção se sustenta em um pequeno grupo de pessoas que estão presas dentro de um cubo, o qual dá acesso a outros cubos, através de portas em suas faces. Do ponto de vista cinematográfico, o filme é uma fabulosa façanha que ganhou vários prêmios internacionais e duas continuações (infelizmente inferiores), pois consegue sustentar uma história de grande dramaticidade em um cenário minimalista a extremos, ficando atrás apenas do excelente Buried (Enterrado Vivo) de Rodrigo Cortés. No entanto, a tal estudante de matemática exibe claramente na atuação que sua habilidade com números é extremamente limitada. Entre as vítimas do aprisionamento injustificado da história, a personagem que demonstra excepcional habilidade com operações entre números é um rapaz com séria deficiência mental. Ou seja, doentes mentais podem ser melhores matemáticos do que os saudáveis.


Na lamentável obra The Happening (Fim dos Tempos) do decadente diretor indiano M. Night Shyamalan, o matemático (na verdade, um professor de matemática) da trama é surpreendentemente interpretado por John Leguizamo, ator conhecido no cinema por papéis cômicos. Para conferir seriedade à personagem ele usa óculos. E mais uma vez encontramos um profissional da matemática obcecado por números. Na opinião dele, estatísticas e percentuais têm o efeito de tranquilizar pessoas que se encontram diante de crises. Ou seja, mais um indivíduo socialmente alienado.


No filme Pi (Pi) do bizarro diretor Darren Aronofsky, a personagem principal é um matemático paranóico obcecado por números e suas relações com a cabala. Na abertura da produção o número pi (a razão entre o perímetro de uma circunferência e seu diâmetro) aparece com o valor errado em sua representação decimal. O que exatamente isso nos diz sobre o diretor?


A única exceção que conheço, em termos da regra de visões distorcidas de matemáticos no cinema, está no filme Jurassic Park (Parque dos Dinossauros), do excepcional diretor Steven Spielberg. Neste filme, o matemático, interpretado pelo excelente Jeff Goldblum, consegue descrever com precisão e de forma perfeitamente acessível para leigos, o conceito de sistemas dinâmicos (teoria do caos). Ou seja, não se fala em números. Além disso, ele tem mentalidade interdisciplinar e pragmática, pois aplica na prática a teoria ao mundo real (no caso, ecossistemas). Também é uma personagem que encontra as mesmas dificuldades de relacionamentos sociais de qualquer ser humano saudável. Por sorte, entre todos os filmes citados, este foi o que teve maior bilheteria e impacto. Mas ainda é uma gota no oceano da cultura popular. Afinal, em um hilário episódio da série de televisão de enorme sucesso The Simpsons (Os Simpsons), um apresentador de programa de TV anuncia a profissão de dois astronautas, dizendo que um deles é um matemático, enquanto o outro é outro tipo de matemático. É claro que isso é cômico e até hoje me delicio com esta cena. Mas convenhamos que os Simpsons são muito mais uma sátira à sociedade do que um retrato fiel dela. 


Espero que o leitor entenda que não estou me manifestando contra a postura de diretores de cinema que gostam de retratar matemáticos como pessoas esquisitas. Diretores fazem caricaturas até mesmo com personagens que são também diretores, como nos brilhantes filmes S.O.B. (S.O.B), de Blake Edwards, e Hollywood Ending (Dirigindo no Escuro), de Woody Allen. Escrevo esta postagem apenas como uma informação que pode ser útil para compreender a mentalidade popular sobre pessoas que estudam matemática ou trabalham com ela. E a compreensão dessa mentalidade é instrumento fundamental para desfazer quaisquer incompreensões.

20 comentários:

  1. Ótima análise sobre os matemáticos apresentados na telona. Fiquei com vontade de ver como os professores de literatura são retratados nos filmes.
    Curiosidade: tem ideia da quantia exata de filmes que apresentam personagens matemáticos?

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  2. De todos filmes mencionados o único que vi foi Uma Mente Brilhante. Fui ver com muita boa vontade e muito otimismo, porém a decepção foi grande. Talvez eu tenha interpretado de maneira equivocada, mas me pareceu que pintaram o Nash como, acima de tudo, um patetão avoado. Já o livro, cujo título também é Uma Mente Brilhante, me pareceu excelente, pois retrata de maneira muito rica a nada simples personalidade de Nash.

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  3. O sr. devia complementar esta análise com os filmes "gênio indomável" (no original é "Good Will Hunting". Dentre os atores: Matt Damon, Robin Williams e Ben Affleck) e "a prova" (no original é "Proof". Dentre os atores: Anthony Hopkins)

    No início da postagem é dito que "Matemáticos, por mais surpreendente que possa parecer para alguns, são seres humanos. E a diversidade humana é muito grande." Talvez isso explique o fato de que em um filme vemos o matemático como sendo ingênuo em outro como sendo gênio em outro como tendo habilidade com números em outro como sendo deficiente mental em outro como sendo interessado por cabala em outro como tendo mentalidade interdisciplinar e pragmática e assim por diante. Se em todos os filmes o matemático fosse retratado como um ser "normal" então, novamente, sua figura estaria sendo um esteriótipo da realidade.

    Entendo que o filme "o cubo" acerta em cheio se passa a impressão de que "doentes mentais podem ser melhores matemáticos do que os saudáveis" desde que, nesta frase, o termo "matemático" signifique "aquele que tem habilidade com números" (os exemplos clássicos são os portadores da síndrome de savant). Assim, acho que o maior problema é que a sociedade (incluindo o escritor desta postagem?) acha que matemático é quem tem habilidade com números. Se isso não fosse verdade o sr. jamais teria citado o filme "o cubo" como exemplo pois, na minha opinião, o único nesta história que mais se aproxima de pensar como um matemático é o idealizador do cubo. É claro que eu não sou um matemático, logo não sei como pensa um matemático mas tenho absoluta certeza que a criatividade está incluída.

    Na minha opinião a pergunta mais importante é esta: qual é a consequência da figura do matemático ser distorcida no cinema?

    AAnooniimoo

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  4. Susan

    Conheço muitos filmes, mas certamente o que vi é uma fração insignificante do que existe por aí. Só os Estados Unidos, um dos três ou quatro maiores produtores mundiais de cinema, distribui cerca de 400 ou 600 filmes por ano. Não consigo acompanhar tudo. Sei que a França produziu um filme sobre Evariste Galois, mas que infelizmente não conheço. Pelo menos o cinema tem retratado mais matemáticos do que o teatro. Até onde sei existe uma única peça teatral de grande porte sobre a vida de um matemático, a saber, Alan Turing.

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  5. André

    Tenha em mente que todo filme é uma caricatura da realidade. Jamais vi exceção. O fato de o filme ser muito diferente do livro (o qual é excelente, concordo), não caracteriza necessariamente um problema do ponto de vista estético cinematográfico. O problema do filme de Ron Howard é que ele é ruim mesmo. Uma pena.

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  6. AAnooniimoo

    Os filmes que você menciona não são os únicos que omiti. Também deixei de citar Flatland, O Espelho Tem Duas Faces e outros. Meu objetivo, como sempre, foi iniciar uma discussão.

    Sua ideia de que o cinema explora diversidade entre personagens não me parece argumento convincente contra a visão estereotipada sobre matemáticos na sétima arte. Isso porque cada filme é uma experiência hipnótica sobre o público. Afinal, pessoas se emocionam diante de filmes, mesmo conscientemente sabendo que tudo aquilo é uma ilusão com atores e truques de edição e montagem. Ou seja, um filme de ficção tem um impacto muito diferente de um documentário ou uma aula.

    Sua sugestão de que considero matemático como aquele que tem habilidade com números está em desacordo com a própria postagem. Sugiro que releia o texto. Se ainda não entender, posso responder de maneira mais detalhada. Incluí o filme O Cubo justamente porque a personagem de Nicole de Boer é uma estudante de matemática. Só isso.

    Respondendo à sua pergunta feita no final do comentário: difícil dizer. Isso porque a maioria das pessoas simplesmente não compreende os filmes que vê. Cito um exemplo simples. O filme O Exorcista, de William Friedkin, é compreendido pela maioria como uma história na qual o bem vence o mal. Mas é exatamente o contrário que acontece. No entanto, é possível que a cultura popular (representada parcialmente pelo cinema) exerça a influência gradativa de afastar pessoas umas das outras a partir da criação de estereótipos. O que pretendi aqui foi apenas ilustrar alguns exemplos de como filmes importantes apresentam uma visão distorcida sobre o que é um matemático.

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    1. Olá prof. Tem razão. O argumento da exploração da diversidade que mencionei é extremamente fraco. Apesar de serem diversos em alguns pontos possuem muitas semelhanças esquisitas (acho que em quase todos os casos, p/ ñ dizer todos, o indivíduo pode sair com a impressão "matemático é louco").

      Creio que entendi sim seu ponto sobre mencionar o cubo (e parando para pensar o filme retrata muito mal a realidade, pois num curso de matemática (pelo menos o que eu conheço) parece que ninguém tem habilidade com números).

      Vou aproveitar para fazer uma pergunta: quem pode ser chamado de matemático? É adequado que se chame alunos de matemática e até mesmo professores de matemática de matemáticos? Ou este termo deveria ficar restrito aos indivíduos que pesquisam efetivamente a matemática? Acha que o título de mestre em matemática, por exemplo, qualifica o indivíduo para ser chamado de matemático? Ou basta que curse uma graduação?

      AAnooniimoo

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    2. AAnooniimoo

      Não consigo responder sua pergunta de forma clara. Por isso vou responder de forma meramente pessoal. Na minha opinião, matemático é aquele que enunciou, demonstrou e publicou em veículo apropriado, pelo menos uma vez na vida, um teorema não trivial. Neste sentido, existem pouquíssimos matemáticos no Brasil.

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  7. Os únicos filmes da lista que não vi foram "Sob o Domínio do Medo" com o Dustin Hoffman e "Pi", do Darren Aronofsky.

    Foi por intermédio do filme "Quebrando a Banca", com Kevin Spacey, que ouvi falar pela primeira vez sobre o chamado "Paradoxo de Monty Hall", das probabilidades, que produz um resultado verídico, porém contra-intuitivo.

    Vejo muitos filmes, mas apesar de frequentar o cinema cerca de 2 a 3 vezes por semana, não me considero suficientemente cinéfilo, já que as redes de cinema não costumam oferecer muitas opções diferentes de filmes, uma em relação a outra.

    Por exemplo, se a rede de cinemas "X" costuma oferecer uma certa programação de filmes, a rede de cinemas "Y" também oferece praticamente todos os mesmos filmes ofertados por "X", com raríssimas exceções.


    Em outras palavras, é difícil termos acesso a variedades em termos de filmes, pelo menos aqui em Curitiba!!!!!

    Investe-se muito em "blockbusters" (especialmente em maiores quantidades de cópias para as telonas) em detrimento de um número maior de opções de tipos e gêneros de filme para a escolha do espectador!!!!!!!

    Notáveis exceções em Curitiba (apesar de não serem as únicas) são a *Cinemateca* e o *Unibanco Arteplex* do Shopping Crystal, no Batel!!!!!!

    Nestes dois últimos que mencionei, há uma considerável variedade de filmes disponíveis em termos de tipo, gênero e faixa etária, pelo menos em relação a outras redes de cinema de Curitiba!!!!!!!

    Quando não tenho opções, acabo por recorrer a estas duas outras opções.

    Mesmo assim, acho que Curitiba não é tão bem servida em termos de cinema como poderia ser.


    Valoriza-se demais produções hollywoodianas e praticamente ignora-se produções de menor porte, mas que poderiam ser mais enriquecedoras!!!!!

    Voltando a esta questão mais direta envolvendo os filmes em questão:

    e quanto ao excelente filme "O Talentoso Ripley", também com Matt Damon?????

    Se não me engano, apesar de não ser aparentemente específico sobre a Matemática, o filme parece abordar de forma interessante e inteligente as diversas habilidades humanas possíveis, relacionando com possíveis estereótipos!!!!!!

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  8. Leandro

    O cinema hoje certamente não tem o mesmo impacto que exerceu na primeira metade do século passado. Além disso, a indústria da distribuição é dominada pelo mercado dos Estados Unidos, em parte por culpa de países como México e França, os quais cometeram erros graves no passado. Já no caso específico de Curitiba, o povo daqui simplesmente não se liga em cinema. Em São Paulo a diversidade de opções é bem maior.

    O filme O Talentoso Ripley é realmente uma pérola do cinema. Mas não vejo como ele poderia contribuir para uma discussão relevante sobre esterótipos. Poderia esclarecer?

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  9. Você conhece a série The Big Bang Theory? Se sim, qual sua opinião?

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  10. Adonai


    então, se não me engano, é em "O Talentoso Ripley" que o personagem de Damon consegue estabelecer um equilíbrio entre genialidade nos estudos e no conhecimento com um bom desempenho em questões sociais e interpessoais, sendo um gênio, mas também um sujeito bastante popular em seu meio, não é isso?????

    A menos que eu tenha me equivocado quanto ao filme, pois faz tempo que assisti aos bons filmes de Damon.

    Se for este mesmo o filme, imagino que a apresentação de um personagem que é um gênio e também popular em seu meio, simultaneamente, contribuiria em partes para romper com o clássico estereótipo do gênio como sendo um sujeito completamente bitolado e totalmente antissocial e com pensamentos confusos e sem nexo.

    Ao menos é essa intuição que tenho a respeito disso.

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  11. Anônimo

    Vi apenas os dois primeiros episódios de The Big Bang Theory. Não gostei porque achei o elenco horroroso e as histórias triviais. Mas também não sei como a série evoluiu.Por que pergunta?

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    1. Só pra saber qual sua opinião sobre a forma caricata dos personagens. Apesar de ser uma série de humor, o que justifica os exageros.

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  12. Leandro

    Acredito que você esteja equivocado. Em O Talentoso Ripley, Matt Damon faz o papel de um sujeito com apavorante crise de identidade. Sem dúvida, é um cara inteligente. Mas não é retratado como gênio e muito menos popular.

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    1. Sendo assim, desconsiderem minha sugestão.

      Procurarei lembrar e pesquisar o nome do filme com o Matt Damon com estas características que mencionei.

      Se obtiver sucesso, farei questão de postar o título aqui!!!!!

      Devo ter me confundido, pois na época eu andei vendo alguns dos ótimos filmes de Damon em curtos intervalos de tempo e, com isso, devo ter misturado as coisas!!!!!

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  13. Olá Adonai,

    Muito interessante sua análise. Embora seu foco seja cinema e não televisão, vale uma observação sobre o seriado Numb3ers, no qual o matemático Charlie Eppes, professor de matemática do fictício CalSci, ajuda seu irmão, um agente do FBI, a resolver crimes por meio da matemática. Há muitos problemas com Numb3ers (veja http://www.maa.org/pubs/nov06focus.pdf, pag. 12), mas Charlie não é aquele gênio alienado comum em vários outros filmes. É claro que ele produz por semana material suficiente para uma tese de doutorado, mas sempre usa computadores para os cálculos e várias teorias matemáticas são apresentadas nos vários episódios.

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  14. Alvaro

    Já me falaram dessa série. Nunca vi episódio algum. Mas, apesar dos problemas que você citou, a série é boa? Vale a pena? Pergunto porque são poucas as séries de televisão que me animaram. Entre as minhas preferidas estão Simpsons, Mash, Dexter e Galactica (a nova versão).

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    1. O principal problema de Numb3rs, pelo menos para mim, é ser uma série sobre solução de crimes. Cansa depois de um certo tempo, mas alguns episódios valem a pena.

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  15. Essa postagem me fez lembrar o caso do Grigori Perelman, a imprensa se esforçou bastante para transformar sua vida num circo. Seria influência dessa visão hollywoodiana dos matemáticos?
    Perelman agiu de acordo com suas convicções, gente assim está bem longe de ser um estereótipo.

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