domingo, 11 de março de 2012

Qual é a solução para a educação brasileira?



Diante de todos os problemas apontados neste blog, faço essa pergunta, a qual pode ser respondida em enquete no topo da página. As respostas são anônimas e de múltipla escolha. Se houver votação representativa, encaminharei o resultado para órgãos governamentais e mídia.


Naturalmente a enquete não contempla todas as possíveis ideias para melhorar nosso sistema educacional. Escolhi uma quantia pequena de opções justamente porque questionários longos são cansativos. Mas se você, leitor ou leitora, tiver outras sugestões, pode apresentá-las aqui mesmo na forma de comentário. 

30 comentários:

  1. Algo que não se encontra na enquete e eu também não faço a menor ideia de como incluir a opção seguinte lá, diz respeito ao comportamento, falta de disciplina e falta de educação por parte dos estudantes.

    Como lidar com bagunça excessiva em sala de aula, com maus tratos de alunos com professores, falta de respeito e de educação deles?????

    Aliás, este foi o principal motivo que me impediu de tentar arriscar as chances na carreira de docente!!!!!

    Sou uma pessoa muito pacata e não consigo me ver chamando a atenção de um aluno, seja ele quem for!!!!!

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  2. Leandro

    Vou atualizar o texto da postagem, para que os leitores possam colocar aqui suas sugestões não contempladas na enquete.

    Vale observar que o desrespeito dos alunos contra docentes pode ser consequência justamente da má qualificação dos profissionais de ensino. Ou seja, muitas vezes um professor é desrespeitado simplesmente porque é difícil respeitar professores em geral.

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  3. Caro Adonai,
    além daquilo que o Leandro já comentou, o que assino embaixo, sobre adolescentes que vão para a escola sem o menor interesse em estudar (o desrespeito, é em geral, só consequência disso), acrescento a falta de qualificação de professores. A rigor quase não há exigência para que alguém em nosso País exerça a atividade docente. Qualquer um pode dar aulas no ensino fundamental e médio (já vi casos de professores de artes e adminstradores dando aula de matemática!). De mais a mais, professores usualmente não tem interesse em se qualificar (pelo menos é o que tenho percebido ) e quando possuem, não dispõe de tempo para isso em seus horários de trabalho. A lei nacional que estabelece 33% da carga horária para qualificação ainda não foi aplicada pela maioria dos estados, inclusive o nosso. Inclusive, o comentário que tenho ouvido na escola é o seguinte: "muitos professores e professoras acabam usando esse tempo para corrigir provas, planejar aulas e atender alunos e até para ler revistinhas da AVON." Não me parece possível exigir desempenho de professores sem oferecer oportunidade de qualificação séria. Além disso, se avaliar o desempenho de professores como pretendem alguns, p.ex., pelos índices de aprovação, aí então teremos um verdadeiro desastre (as aprovações hoje já são praticamente automáticas, por diversas razões que não vou aqui elencar), haja vista as gigantescas diferenças de nível sócio-cultural dos estudantes. Muitos alunos da periferia, se quer tem livros em casa e quase nunca leem ou vão a uma biblioteca, ao passo que alguns poucos possuem uma estrutura familiar que favorece a leitura e o estudo, o que tem enorme influência sobre seu desempenho escolar e interesse. São tantas as variáveis neste caso, que torna a coisa bem complicada.
    Um abraço,
    Gilson

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    1. Pois é, Gilson

      Eu cheguei a conhecer uma cabeleireira que foi indicada (entre milhares de candidatos do país) ao Prêmio Professor Nota 10, da Fundação Victor Civita. Ou seja, a profissão de professor está rapidamente se descaracterizando. Por isso, em minha opinião, uma política de carreira baseada em mérito é fundamental. O problema, claro, é caracterizar o conceito de mérito. Como o brasileiro em geral não ideia do que significa mérito (reduzindo este conceito a títulos acadêmicos ou índices de aprovação), não vejo outra saída a não ser admitir a intervenção de especialistas de países onde a educação funciona, como Finlândia e Japão.

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  4. Seriam os professores seres alienígenas e diferentes do restante da sociedade? A maioria das pessoas qdo completa um ciclo de estudos simplesmente abandona a atualização de conhecimento e mesmo a revisão do que foi visto "correndo" durante o curso. Agrava-se a isso a aparente inépcia do sindicato dos professores que não é capaz de exigir que sejam professores apenas os que possuem conhecimentos de metodologia do ensino, didática, organização escolar, psicologia aplicada à educação, e outros saberes, vistos somente nas licenciaturas e na pedagogia. Valorizar a carreira é evitar a entrada de qualquer um a título de melhor com uma porcaria do que sem nada. Ás vezes nada é melhor! Alunos tampouco são extraterrestres: se a brutalidade é o valor que a sociedade tem como ideal (vejam o sucesso do MMA, dos filmes de pancadaria, etc) como esperar que eles entendam como bons valores o respeito ao próximo. Enfim, somos uma sociedade que mal se libertou do jugo autoritário e tomou a libertinagem como sinônimo de liberdade. Não vejo solução possível a curto prazo.

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    1. Neste caso, ALEX, vote que não há solução. Não vejo um único voto neste campo.

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  5. Pra mim a solução não seria uma específica mas um conjunto de ações, para tentar suprir as necessidades. E ainda assim poderia não atingir todos os setores da educação.
    O meu ponto de vista, é o problema é Cultural. No sentido de que não há a cultura pela busca de connecimento nem de comprometimento (seja com o trabalho, com um colega, com a família), não generalizando mas há um tendência bem forte. Essa falta de comprometimento e interesse na busca do conhecimento se reflete principalmente nos alunos (e familiares) que com o passar do tempo acabam de certa forma, desmotivando muitos professores, que mesmo qualificados se vêm limitados na sua prática de ensino. Entre outras consequências, não irei citar todas mas é de conhecimento geral.
    Por isso selecionei nenhuma das anteriores, pois há solução mas algo mais amplo e específico, visto que quando se abre espaço para várias interpretações, principalmente no campo de leis educacionais, sempre haverá algum caso de desvio de recursos (o que acaba desagregando valor ao processo de mudança educaional).

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    1. Unknown

      Meu problema é que concordo com tudo o que você escreveu. Não coloquei essa opção na enquete porque não vejo como criar mecanismos práticos que mudem a curto ou médio prazo a mentalidade de uma nação. Ainda assim estou motivado a conhecer a opinião de todos os interessados no tema da educação (ou seja, a opinião de uma minoria). Sou um pessimista em relação à educação brasileira. Mas, por algum motivo que me escapa, ainda tento fazer algo a respeito. Não sei se sigo o caminho mais adequado.

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    2. Segue sim! E entendo bem. Há várias ocorrências que testam nossa persistência, e olha que minha experiência na educação é bem curta até, faz 10anos que comecei a lecionar (Jovens e adultos, deficientes visuais, escola particular, ensino superior ...).
      Eu tenho algumas sugestões, inclusive para o Ensino Superior, até realizei uma pesquisa a parte da minha área oficial da pós-graduação a respeito do assunto, não sei se minhas sugestões serão avaliadas nem ao menos se lidas, mas enfim, aos poucos avançamos no sentido da valorização da busca pelo conhecimento.
      Abraços
      Roberta

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    3. Roberta

      Poderia enviar para mim material sobre seu trabalho? Pode ser para adonaisantanna@gmail.com. Peço isso porque você mencionou a respeito de sugestões suas para o ensino superior.

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  6. Grande Adonai!

    Fui colega de uma mãe oriunda da Finlândia em uma escola onde a Luisa estudou em Praga. Ela contava que no país dela também havia bagunça na sala de aula, algumas vezes os alunos simplesmente faziam o que bem entendiam dentro da sala, mesmo na presença do professor. Conhecia a boa fama da Finlândia, confesso que fiquei surpresa.

    Conversando com colegas que fiz pelo mundo, americanos, europeus e asiáticos; quando vinha a tona nossa formação educacional ou “back ground”, eu partia do pressuposto de que a minha era a pior de todos. Porém, algumas vezes meu “back ground” foi elogiado.

    Sou diferente do resto dos brasileiros?

    Certa vez, em um curso na Malásia, uma professora chinesa afirmou que eu não era diferente de nenhum outro brasileiro. Tudo o que eu aprendia com ela, qualquer outro brasileiro seria capaz de aprender igualmente. Eu me perguntava como essa mulher pode afirmar isso? Ela não conhece a nossa cultura!

    Minha filha estudou em escola americana, britânica e também brasileira. Nunca presenciei nada do outro mundo nessas escolas. Em termos de currículo, qualificação de professor, não diria que as estrangeiras são melhores que as brasileiras. Em uma escola brasileira a Luisa teve um professor de química simplesmente incrível. Certamente que houve umas figuras que não merecem comentários - mas isso ocorreu em todos os lugares onde ela estudou. Uma professora de música na escola britânica, sem dúvida fez a diferença na vida dela, o professor de biologia na escola americana também.

    No currículo americano é ensinado o programa básico de álgebra e cálculo diferencial e integral nos últimos anos do ensino médio. No Brasil, esse conhecimento de matemática é dado apenas no primeiro ano das faculdades de matemática e engenharia. Portanto os alunos americanos possuem essa vantagem com relação a nós. Isso é muito significativo, principalmente para os alunos que escolhem engenharia ou matemática como profissão.

    No entanto, conheci americano graduado no ensino médio, ignorante com relação á vários assuntos. Ou seja, conhecimento a mais de matemática não transforma o ser humano ou o faz um profissional melhor.

    Nossa forma de ensinar é autoritária. O professor brasileiro raramente transmite o que sabe, impõe. Nossa atitude positiva perante o trabalho, esforço, dedicação é horrível.

    É a atitude positiva da própria Universidade em resolver o problema do professor mal treinado. É a atitude das pessoas desse blog; visualizaram o problema, mas não estão interessadas em opinar sobre uma eventual solução.

    Enfim, há algo errado em nossa organização mental relacionado à educação. Imagino que a qualificação do professor e o salário são apenas 50% da solução do problema.

    Espero ter contribuído. Abraços, Lucia.

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    1. Caríssima Lucia "Detetive da Beleza" Fagundes

      1) Obrigado por finalmente se manifestar por aqui. Sei que você acompanha o blog há algum tempo. Mas é a primeira vez que se manifesta. Fico feliz com essa participação.

      2) As experiências que você aponta são muito particulares. Ainda assim são indicativas de temas interessantes.

      3) Se for verdade que há bagunça em salas de aula finlandesas (o que acredito ser o caso, uma vez que os alunos de lá têm bastante liberdade e criança é criança em qualquer parte do mundo), então isso reforça a opinião de muitos de que o problema da educação brasileira é cultural, ou seja, da nação inteira e não apenas do Governo. Não faz diferença se alunos são agitados em sala de aula ou não. O que faz diferença é se alunos estudam ou não. E nós, brasileiros, não estudamos.

      4) É claro que brasileiros têm a capacidade de estudar o que bem entenderem! Não somos uma nação de debilóides. Mas o problema é que não utilizamos nossa capacidade intelectual como outros países usam. Parece haver preguiça ou mera falta de interesse em ciência e cultura.

      5) Estados Unidos não é o único país no qual se estuda cálculo diferencial e integral no ensino médio. Na China e na Espanha também se faz isso. No entanto, os ensinos fundamental e médio dos EUA não estão entre os melhores do mundo. Mesmo o ensino superior de nossos irmãos do norte é altamente irregular. No entanto, as universidades estadunidenses são divididas em dois grandes grupos: aquelas voltadas ao ensino e aquelas voltadas à pesquisa. As da segunda classe estão entre as melhores instituições de ensino do planeta. Mas, paradoxalmente, as universidades voltadas ao ensino produzem mais bacharéis em ciências do que aquelas voltadas à pesquisa. Este fenômeno está preocupando muita gente de lá. Pode ser o anúncio de uma futura falência da ciência norte-americana.

      6) O algo errado que você menciona no final de seu comentário é o fator que mais me preocupa. E esse algo errado é um dos tópicos que finalmente está emergindo de outros leitores do blog. Fico pensando: será que nossa educação admite solução? É possível que não.

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    2. As melhores universidades da atualidade são aquelas que recebem os melhores alunos. Foi assim também na École Polytechnique, foi assim em Göttingen, e foi assim em praticamente qualquer exemplo de centro de excelência. Encontre um meio de atrair os melhores estudantes para o mesmo lugar, dê autonomia à instituição e logo ela se torna uma referência mundial... Não faltam pessoas extremamente inteligentes no Brasil, mas elas estão rodeadas por pessoas que não contribuem para que elas se desenvolvam... E ciência não é feita por uma pessoa sozinha, ela precisa discutir as ideias com pessoas dispostas a isso, ou seja, com aquelas que compartilham dos mesmos interesses.

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  7. Adonai



    Talvez uma outra opção realmente relevante a ser colocada na enquete seja a responsabilização dos pais pela "Educação de boas maneiras" de seus filhos, pois possivelmente isto tende a interferir de alguma maneira, já que os valores aprendidos em casa tendem a se estender para o convívio social como um todo.

    Assim, um filho que aprende a respeitar seus pais terá mais facilidade para respeitar as demais pessoas como um todo do que aqueles filhos que vêm de uma família completamente desestruturada.


    Vc mesmo já afirmou, em algum outro texto do blog, que vem de uma família no qual os estímulos ao conhecimento e enriquecimento cultural eram fortíssimos e altamente valorizados.

    Não por coincidência, vc é uma pessoa que possui uma cultura matemática e geral consideravelmente acima da média da população brasileira como um todo.

    Por isso imagino que alguma intervenção voltada para o modo como os pais educam seus filhos nos aspectos mais práticos do cotidiano social (no caso, as boas maneiras e o respeito desde muito cedo) seja realmente necessário.

    Tenho notado no meu cotidiano que as pessoas parecem ter esquecido a importância de um "obrigado", de um "por favor", de um "com licença".

    Estes simples e importantes gestos costumam despertar nas pessoas não somente o respeito para com aquele que está sendo educado, mas também costuma aumentar a disposição das pessoas em querer ajudar, pois a lembrança e cortesia fazem a pessoa sentir-se importante (como de fato acaba sendo na maioria das ocasiões) e, em troca, naturalmente ela ficará mais prestativa, afinal estaríamos recorrendo a ela para nos ajudar.

    Além do mais, muitas brigas, desavenças e discussões poderiam ser evitadas ou ao menos minimizadas se as pessoas se importassem mais com atos de gentileza.

    Com atos de gentileza, não significa que em todos os momentos tenhamos que ser gentis.

    Às vezes é realmente necessário que sejamos enérgicos e, quando a situação exige, devemos agir de modo enérgico mesmo.

    Mas se outras situações nos permitem usar de gentileza e em problemas que podem ser resolvidos usando de gentileza, por que não?????

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    1. Leandro

      Essa é, sem dúvida, uma questão importante. Muita coisa melhoraria se o brasileiro apertasse o botão da descarga do vaso sanitário, se não jogasse lixo no chão, se não brigasse no trânsito, se não destruísse patrimônio público ou alheio etc. Meu filho viu uma campanha no facebook para não jogar lixo no chão. Isso é sensacional! Esse tipo de iniciativa tem que ser apoiada, mas não apenas no facebook (no mundo real principalmente.)

      Paralelamente a isso, é fundamental também que famílias estimulem e exijam estudos sérios em instituições sérias. E nada funciona melhor do que o exemplo. Na família onde cresci muita literatura estava a disposição. Quando garoto aprendi teoricamente a fazer cirurgias simples, a partir de livros de medicina. Pena que eu não tinha candidatos (risos). A ciência que estava mais facilmente ao meu alcance era a matemática. Talvez isso justifique, em parte, a carreira que segui anos depois.

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  8. Olá Adonai:
    Por que não é fácil resolver esta questão a curto prazo?
    Ao meu ver, infelizmente chegamos a um ponto em que ninguém sabe mais se "Tostines vende mais porque está sempre fresquinho, ou se está sempre frequinho porque vende mais", parodeando uma propaganda de biscoitos que passava há um tempo na televisão. Eu explico: Será que simplesmente aumentando o salário de todos os professores, teríamos uma procura maior pela profissão, e consequente aumento na qualidade dos docentes? Enquanto isso, digo, durante décadas, até obter o resultado esperado, seria correto ficar remunerando melhor determinados professores medíocres e sem qualificação? Não creio que a sociedade encararia este fato como sendo justo, afinal, em se tratando de educação pública, isto causaria um certo mal estar. Outro erro grave que se comete, pelo menos aqui no estado de São Paulo: Há uma prova de meritocracia, da qual participei há 2 anos, e fui aprovado, mas que absolutamente não serve, por si só, para avaliar a qualidade do trabalho de um professor, afinal, todos sabemos por exemplos práticos, já que fomos alunos, que apenas o domínio do conteúdo por parte do professor não assegura que ele sabe passar este conteúdo aos alunos, de forma a fazer com que eles encherguem relevância, e diria até mesmo beleza naquilo que estão aprendendo. Então como avaliar o trabalho no dia-a-dia do professor, ao invés de fazer uma provinha qualquer? A resposta estaria em uma avaliação que seria feita, por exemplo, pelos participante diretos do ensino-aprendizagem. Poderiam ser os alunos? Não somente. Os diretores das escolas? Neste caso haveria avaliações pessoais, nas quais contariam "puxa-saquismos" ou troca de favorecimentos. Isto até já foi tentado há um tempo atrás em São Paulo e parece não ter dado muito certo, justamente pelos fatores que mencionei. Exemplo: Um diretor não "ia com a cara" de um determinado professor, e aí atribuia-lhe uma nota baixa. Outros, que trocavam presentes e beijinhos com a diretora recebiam nota alta. Para mim, então, torna-se claro que esta avaliação por mérito não pode ser de maneira nenhuma centralizada em nenhuma das formas que citei. Nem através de uma provinha, nem por um único componente do processo. Ah, então é dificil? Não há solução? Foi o que eu falei no início. Não há soluções ditas fáceis, e que sejam ao mesmo tempo justas, entende? Mas acho que há solução, sim, afinal já estou há 20 anos dando aulas, acreditando em mudanças. Como eu falei, não deve-se aumentar simplesmente o salário de TODOS os professores, mas há como aprimorar o processo de promoção por mérito, através de uma avaliação que considere resultados, sim, mas leve em consideração a prática de ensino de cada profissional. Poderia continuar, mas acho que vou resumir o que penso, a qual seria a alternativa que colocaria a mais na sua pesquisa.
    ( )Precisaríamos de vontade política.

    Abraço

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    1. Jairo Grossi

      Seja bem-vindo a este fórum!

      O Brasil é um país que não sabe o que é meritocracia. Por isso prefiro fazer um trabalho por partes. Se a maioria dos participantes sugerir que o melhor para nossa educação é a premiação dos mais competentes, o próximo passo será a definição de métodos de avaliação sobre quem efetivamente são os melhores. Esta enquete é apenas um primeiro passo para encaminhamentos futuros.

      Entendo e concordo com suas objeções. Mas ainda assim peço sua colaboração para divulgar a enquete. Precisamos unir forças para entregar aos nossos descendentes um país melhor. Nossos ancestrais fizeram muito por nós (tanto em acertos quanto em erros). Mas não podemos mais ficar de braços cruzados. Ou seja, nós mesmos precisamos demonstrar vontade política.

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  9. Nenhuma criança quer aprender que raiz de 2 é irracional e, de um modo geral, nenhuma delas está interessada em adquirir qualquer conhecimento DESDE QUE esteja com fome e/ou com frio e/ou desabrigadas e/ou passando qualquer outro tipo de necessidade básica e/ou sendo humilhadas pela sociedade por não terem poder aquisitivo o suficiente para satisfazer os mais simples de seus desejos (comprar um caderno bonito, por exemplo).

    Creio que a situação atual é um reflexo da desigualdade social. Acabe com a desigualdade social que a educação melhora. Como fazer isso? não tenho a mínima ideia.

    De qualquer modo, até que não acaba a desigualdade social, algo que eu acho que ajudaria a melhorar é colocar poucos alunos por sala, uns 15 no máximo.

    Acho que não adianta aumentar os salários dos professores, pois os alunos continuarão a ser os mesmos (além de que dinheiro não cura mediocridade e ignorância). Acho que um código de ética só serviria para punir, qualidade mesmo ele não ia trazer.

    AAnooniimoo

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    1. AAnooniimoo

      É exagero afirmar que nenhuma criança quer aprender que raiz de 2 é irracional. Conheço crianças que desejam aprender isso e muito mais. Mas o fato é que muitas delas não têm encontrado tal oportunidade. Por isso a enquete!

      Com relação às desigualdades sociais, elas já estão diminuindo há décadas. A classe média brasileira cresceu em termos proporcionais à população do país. No entanto, os problemas educacionais persistem. Se a educação continuar como está, as poucas conquistas sociais poderão se perder com o tempo. Por isso a enquete!

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    2. Acho que eu não fui claro... eu quis dizer que crianças que não tem as necessidade básicas satisfeitas (fisiológicas, por exemplo) não tem motivação para estudar. E diminuindo a desigualdade social diminui o números de tais crianças - daí a educação melhore talvez.

      Para ser sincero, eu votei que não tem solução na enquete.

      Ah, gostaria de deixar claro que eu ñ sou contra o salário dos professores aumentar (até queria que um prof. de educação básica ganhasse uns 5000 para dar 20 aulas). Acho que um professores tem um papel tão importante quanto um juiz. Só acho que isso não vai trazer nenhum benefício para qualquer um que não seja professor (a única qualidade que vai melhorar é de vida dos professores; a da educação vai continuar a mesma).

      AAnooniimoo

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    3. Acredito que estou entendendo sua preocupação, AAnooniimoo. Mas veja que não se estabelecem relações causais em uma sociedade complexa como a nossa. O que existem são relações de interdependência entre diferentes segmentos sociais. Por um lado devemos combater as desigualdades sociais. Por outro, precisamos investir em educação, saúde, justiça, legislação, segurança e até mesmo na estrutura familiar.

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  10. Uma intervenção estrangeira na educação brasileira não estaria limitada à esfera da educação. Por exemplo, o orçamento público do país estaria em boa parte sujeito às decisões diretas de tais governos estrangeiros. Realmente isso não me parece ser uma boa idéia. Além disso, qual a garantia de que governos estrangeiros teriam genuíno interesse no desenvolvimento de alta qualidade de educação no Brasil? Para mim, o primeiro passo para solucionar o problema da educação seria um alto investimento público nesse setor, com o pagamento de salários atraentes aos professores.

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    1. André

      Confesso que a intervenção estrangeira também me preocupa. Em alguns países ela funcionou bem, mas em outros não. Um golpe de Estado jamais soa como boa ideia. Mas é FUNDAMENTAL mostrar às autoridades que há pessoas que admitem essa possibilidade (como a enquete mostra). Isso serviria de ótimo estímulo para nossos governos despertarem para as necessidades da nação. Ou seja, por que não tocar no assunto?

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    2. Adonai, penso que, de um modo geral, os políticos não se preocupam com a educação pública e não vão passar a se preocupar a partir do conhecimento de que algumas pessoas desejam ver a educação do país administrada por estrangeiros. Para mim, o grande problema da educação pública do país é no fundo um problema de falta de democracia: quem decide quanto do dinheiro público do país será investido em educação pública, a nível fundamental e médio, é uma ou duas centenas de políticos cujos filhos não estudam nem jamais estudarão em escolas públicas. Isso é um absurdo totalmente antidemocrático.

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    3. André

      Sinceramente, espero que você esteja errado em seu julgamento. Ainda vou insistir neste ponto.

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  11. Luis Augusto Trevisan18 de março de 2012 22:25

    Qualquer que seja a solução, vai levar anos até os resultados aparecerem. Portanto, deve ser uma política de Estado, não um programa de governo. `Houve um candidato a presidente que falava que a educação que transformaria o país (Cristovam Buarque), teve votação pequena.

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  12. Se cada um fizer a sua parte já ajuda bastante. Um ensina dez, dez ensinam cem... Outra coisa... Se os pais realmente quiserem que seus filhos tenham uma ótima educação, eles podem começar formando uma biblioteca, e estudando para que depois possam ajudá-los a aprender. Claro que para isso eles também precisam ter uma situação econômica favorável. Nem todos conseguem aprender sozinhos, mas se aqueles que conseguem decidirem ensinar aos que não conseguem (e gratuitamente), rapidamente a situação muda... O que falta são pessoas dispostas a se sacrificar pelo bem da comunidade. Brasileiro com disposição para ensinar de graça é raro... Falta aqui uma интеллигенция --pessoas que sentem mais prazer em ajudar a sociedade do que em ficar ricas... Eu vou fazer a minha parte, ensinando as coisas mais importantes que aprendi para aqueles que tiverem interesse.

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    1. Noel

      Concordo com cada palavra sua. No entanto, já tentei lecionar em atividade voluntária. Fracassei. Os alunos (de uma escola pública de Curitiba) eram incapazes de acreditar serem capazes de ingressar em uma universidade. Ou seja, além dos problemas que você aponta, pesa também a baixa autoestima do brasileiro.

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    2. Prof Adonai e Noel

      Também lecionei voluntariamente em um cursinho comunitário por seis anos. Não logrei muito êxito também, visto que, a maioria dos alunos queriam fazer cursos na área de humanas (principalmente Pedagogia) que acreditavam ser fáceis e que Matemática não era necessária.. Talvez isso tenha algo a ver com a baixa autoestima que você citou acima.

      Pretendo futuramente voltar a ensinar voluntariamente, mas adotando outra abordagem da Matemática, diferente da de um cursinho.

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    3. Hugo

      Certamente tenho interesse em quaisquer depoimentos sobre experiências educacionais. Peço que, se possível, mantenha-nos informados sobre seus progressos.

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